TRF1 aceita denĂșncia do MPF contra prefeito de Pinheiro (MA) e mais seis pessoas por fraudes e desvio de recursos

Imagem: Secom/MPF

Eles responderão por crimes de responsabilidade, lavagem de capitais e organização criminosa, na medida de suas participaçÔes.

Por unanimidade, o Tribunal Regional Federal da 1ÂȘ RegiĂŁo (TRF1) recebeu a denĂșncia apresentada pelo MinistĂ©rio PĂșblico Federal (MPF) contra JoĂŁo Luciano da Silva Soares, conhecido como Luciano GenĂ©sio, prefeito de Pinheiro, no MaranhĂŁo, e outras seis pessoas. Eles responderĂŁo pela prĂĄtica de crimes de responsabilidade, em relação ao prefeito, lavagem de capitais e organização criminosa, por delitos cometidos entre os anos de 2017 e 2021.

A denĂșncia, oferecida pelo MPF em junho de 2022, aponta fraudes em diversos procedimentos licitatĂłrios relacionados Ă  prestação de bens e serviços, bem como para a realização de obras de urbanização no municĂ­pio de Pinheiro, sendo parte dos recursos desviados oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação BĂĄsica (Fundeb). Segundo o MPF, os contratos investigados ultrapassam o valor R$ 11 milhĂ”es e hĂĄ evidĂȘncias da permanĂȘncia do esquema delituoso nos dias atuais.

No recebimento da denĂșncia, o juiz federal Pablo Zuniga Dourado entendeu que hĂĄ elementos probatĂłrios suficientes, obtidos a partir de medidas cautelares de quebra de sigilo bancĂĄrio, fiscal e telemĂĄtico, alĂ©m de informaçÔes colhidas no inquĂ©rito policial que demonstram a “existĂȘncia de uma organização criminosa, estĂĄvel e bem delimitada”, dividida em dois nĂșcleos de atuação: o nĂșcleo polĂ­tico, liderado pelo prefeito Luciano GenĂ©sio, e seu irmĂŁo LĂșcio AndrĂ© Silva Soares; o nĂșcleo empresarial formado por Danilo Jorge Trinta Abreu JĂșnior e Renato Serra Trinta Abreu; alĂ©m de Mariana Aroucha da Silva, Rafael Cunha Shimuk e Felipe Augusto Santos Mendes, que teriam atuado como beneficiĂĄrios e intermediĂĄrios financeiros.

AlĂ©m da responsabilização dos denunciados pelos crimes cometidos, na medida de suas participaçÔes, o MPF solicitou a fixação de valor mĂ­nimo para reparação dos danos causados ao erĂĄrio em cerca de R$ 7 milhĂ”es. Agora, serĂĄ realizada a instrução criminal, com a intimação das partes para defesa prĂ©via, oitiva de testemunha. PRR1-ASCOM 

A ação penal tramita no TRF1 sob o n. 1039485-24.2020.4.01.0000.



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